terça-feira, 11 de novembro de 2014

Feminismo de aparador



As mulheres do PS têm um Departamento. Nesse departamento têm uma comissão política. "A Presidente da Comissão Política clarificou a alteração da data da reunião, por ausência de confirmações. A acontecer no passado dia 24 teria inutilidade prática por falta de quórum."   A presidente da comissão politica apoiava António José Seguro. Precisam de vir para os jornais dizer que a sua presidente tem toda a legitimidade para terminar o mandato apesar de ser segurista e que o Departamento apoia António Costa, futuro primeiro-ministro dos portugueses e das portuguesas. Assim são as discussões profundas que percorrem este feminismo de lapela. 
Vale a pena ler o seu plano de actividades onde se lê por exemplo no enquadramento: "A promoção da igualdade de género é, também, um fator fundamental para o desenvolvimento local, funcionando como um elemento estratégico. O desenvolvimento sustentável do território deve assentar na mudança de paradigma ao nível do seu ordenamento, tendo presente os objetivos de conservação da natureza e a proteção da biodiversidade, aos quais não são alheias as interações sociais entre mulheres e homens". Quando autorxs falam em feminismo de direita só pode ser deste ajuntamento patriarcal de género. Se for possível ao termo ser deslocado à esquerda e à direita com a mesma propriedade. 

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